O Céu como metafora (O Estado de S.Paulo)

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Fevereiro, 2016

Revelações e ausências:um ato continuo

Felipe Scovino

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O céu como metáfora

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Entre o ceu e a terra

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O devir do porvir

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Objeto da Pintura

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Outubro, 1985

Conversa com Marina Saleme

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Paisagem Interior

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De chuva, quadros e baratas douradas

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Parecer e Aparecer

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Novembro, 1997

Quatro, tres, dois, um..

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Junho, 2006

I AM STILL ALIVE

Lisette Lagnado

Outubro, 2001

A presença do ausente

Cauê Alves

Março, 2009

Eu trabalho com a idéia da instabilidade, fragilidade e impermanencia física e emocional de todas as coisas. O que sempre me perturbou foi a súbita passagem, o fio que nos separa da inexistência, do grande vazio; o estar à beira do abismo.

A pintura me interessa pela fluidez da matéria, um tanto visceral, e pela captura do tempo, em camadas (como os dias, semanas...ou a vida). Como na constituição emocional dos seres humanos, todas as intervenções deixa marcas- visíveis e invisíveis. Mesmo as coisas que vêm a ser apagadas são constituintes da pintura.

A morte para mim, esta ligada a impossibilidade de conter; daí eu trabalhar com a idéia das coisas que vazam, escorrem,vão embora e morrem. Isso engloba desde emoções ate fluidos vitais; a propia vida que também escorre do corpo deixando-o inerte.

As figuras humanas têm uma materialidade e temporalidade suspeitas. A sua fragilidade do ponto de vista pictórico, contem seu desaparecimento ou mesmo a possibilidade da não existência. Nas paisagens que construo, as frágeis linhas tentam dar sustentação a um mundo que quer sempre verter sobre nós; ou mesmo constituir uma rede por onde ele não possa fluir ou desaparecer.

O mundo que desaparece é a visão daquele que morre contra aquele que vê o desaparecimento do outro.

Depoimento da artista a Juliana Monachesi, na matéria “Atração fatal” publicada no Caderno Mais! da Folha de São Paulo 8 de março de 2004.

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